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Mudar para quê?

Ah, os equívocos...

Tão bom se eu conseguisse distinguir previamente o que é efêmero e o que é permanente.

Esta pessoa que vos escreve parece ter nascido desprovida de esperteza. Ô bicha broca.

O que me conforta é saber que eu não devo ser a única no mundo. Em contrapartida, me entristeço, pois me conhecendo um tiquinho, é provável que eu não seja diferente, eu sou assim e ainda que tentasse mudar, só iria agravar.

Sempre que tentei mudar algo no meu jeito porque eu não gostava ou porque os outros não gostavam, só piorava a situação, as pessoas nunca estão satisfeitas com nada. Parece não saber o que querem, julgam saber, mas volta e meia querem o oposto do que desejavam há minutos atrás. Como entender?

Ainda que as pessoas tentem mudar, cedo ou mais tardiamente elas voltariam a ser o que sempre foram. Afinal, a grosso modo:

Pau que nasce torto, nunca se endireita? Como afirmava os filósofos Beto Zamaica e Compadre Washington?

Tem como mudar a essência? Hum, me diz.

Comentários

  1. Ah Steff, adorei isso...Sabe que muitas vezes já me submetii a esse tipo de situação e sempre não conseguia corrigir, entende?..Depois de muito tempo insistindo nessa hipotese que fui entender que não devemos tentar mudar para ficar alinhado com o gosto ou forma de pensar de terceiros...
    Passei a acreditar em personalidade de forma singular, onde não existe possibilidade de adicionar, alterar ou remover ações praticadas...

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  2. Realmente, dande. Compartilho desse mesmo pensamento que você. É uma tentativa vã. Até mesmo porque o legal é ter esses contrastes entre os indivíduos, se você o molda, perde a graça, é como você estar com você mesmo. Sacomé?

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