"Uma pessoa triste é evitada. Não cabe no mundo da propaganda dos cremes
dentais, dos pagodes, dos carnavais. Tristeza parece praga, lepra,
doença contagiosa, um estacionamento proibido. Ok, tristeza não faz
realmente bem pra saúde, mas a introspecção é um recuo providencial,
pois é quando silenciamos que melhor conversamos com nossos botões. E
dessa conversa sai luz, lições, sinais, e a tristeza acaba saindo
também, dando espaço para uma alegria nova e revitalizada. Triste é não
sentir nada."
Esse #tbt é para lembrar desse livro esquecido na prateleira, mas que levanta uma discussão sobre um tema que merece ser debatido e refletido, sobretudo atualmente. . Embora a rapidez e a multiplicidade de tarefas seja o assunto em voga, é importante questionar se estamos vivendo da maneira como gostaríamos de viver ou se é apenas porque a sociedade impõe um modelo a ser seguido. O elogio ao ócio de Bertrand Russell é um compilado de 15 artigos. Ele aborda o ócio como elemento fundamental no dia a dia. O ócio e o conhecimento contemplativo, para Russell, é ideal para que a sociedade tenha uma vida saudável, com redução da carga horária de trabalho para 4h diárias a fim de que pudéssemos nos dedicar mais à cultura e lazer. Entretanto para muitos, o conhecimento "inútil" é irrelevante, pois são prisioneiros do "culto da eficiência", ou seja, valorizam o conhecimento pelos benefícios econômicos e pelo aumento do poder que podem exercer sobre outras pessoas...

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