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Sobre o livro "O monge e o executivo"

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Precisei fazer uma resenha sobre o livro escrito por James C. Hunter, intitulado "O monge e o executivo". Porém, vale ressaltar que é referente apenas ao Capítulo II, O velho paradigma. Espero que seja útil para vocês!

   Destaca-se a importância em meio as nossas relações interpessoais, olharmos diretamente nos olhos e escutarmos atentamente o que determinada pessoa nos diz, para compreendermos o que nos foi dito e assim possamos transmitir que o assunto compartilhado é, de fato, importante. Precisamos agir com cautela, pois as nossas atitudes falam muito sobre quem somos e o que almejamos.

   No início do capítulo II, vemos que apesar de reclamarmos frequentemente, pela falta de dinheiro e por conta disso nos sentirmos menos felizes, não percebemos que a verdadeira felicidade vem das coisas não-materiais. Que dinheiro é importante é indiscutível, porém uma infinidade de coisas que não envolvem dinheiro e nos deixam profundamente felizes; precisamos compreender esse fato, para que possamos viver melhor, mais leve.

   Interessante a maneira descrita pelo autor do que é paradigma, esse funciona como um filtro através do qual o nosso pensamento chega às decisões. Demonstrando a necessidade de desafiar os nossos padrões, a compreensão do mundo exterior e das noções sobre o progresso.

   Colecionamos muitos paradigmas ao longo da vida, mas por diversas vezes não sabemos “administrá-los”, o que pode nos prejudicar, que tudo é mutável e faz-se necessário que nos reciclemos periodicamente. Nossas verdades não são absolutas, muitas exceções na vida. É deveras difícil que mudemos alguns comportamentos ou alguns conceitos que aprendemos desde o nosso nascimento e foram impostos milhares de anos atrás, passados de geração a geração. É necessário que quando preciso for, façamos tal mudança, pois é mudando que temos a oportunidade de melhorar quem somos.

   O velho paradigma em sua extensão nos trás hoje aquilo que é indispensável: abranger novos estilos onde se pode visualizar a concorrência global, se fazendo também necessário adotar um novo estilo de liderança, mudanças de comportamento. O líder deve comprometer-se em se auto-realizar, tornando-se o melhor possível, buscando alcançar a sua própria excelência tal qual a da empresa e dos empregados, fazendo com que suas ações e comportamentos tenham mais importância do que suas palavras e que possam servir de exemplo.

   Enfatizando o que foi dito acima, o autor descreve o líder como alguém que está apto para identificar e satisfazer as necessidades legítimas de seus liderados, e por tanto, é necessário saber o significado e o verdadeiro sentido de servir com responsabilidade, estímulos e limites; diferenciando necessidade de vontade e flexibilidade.

   Tudo gira em torno de mudança contínua, a administração empresarial, no formato piramidal, com o líder no ápice, foi usado durante muitos séculos, e por ter alcançado consideráveis avanços nesse setor, é possível que encontremos sendo usados por algumas instituições ainda hoje. Entretanto esse modelo de administração não funciona tão bem nos dias atuais para as grandes empresas, por não obterem resultados significativos e gerar muita insatisfação aos clientes e empregados. O mundo vem se modificando e temos que nos adaptarmos e criarmos maneiras para acompanhar tais evoluções.

   Atualmente
   Com o livro de James C. Hunter, O monge e o executivo, obtivemos grandes aprendizados que levaremos para a nossa vida pessoal e profissional, que nos ajudou a quebrar antigos padrões impostos pela sociedade, e nos fez ampliar a nossa perspectiva pela vida.

   Por fim, entendemos nesse capítulo, que para sermos bons líderes na vida, devemos servir, suprindo as necessidades dos associados, proporcionando boas condições de trabalho, levando em consideração a hierarquia das necessidades humanas, criada por Maslow. Abraham Maslow, psicólogo americano defendia a ideia de que para os indivíduos chegarem à auto-realização precisamos antes ter atingido nossas necessidades básicas, como água, comida e moradia; segurança e proteção; pertencimento e amor e uma boa auto-estima. A auto-realização ela requer que tenhamos metas, para que a partir desse ponto, possamos buscar a concretização do objetivo traçado e com esse êxito nos sentiremos com a auto-estima maior. Quando procuramos nos realizar, estamos buscando também o nosso melhor, esse é o caminho para que ultrapassemos barreiras e nos tornar grandes líderes empresariais e de nós mesmos.

   É preciso que tenhamos limites em tudo o que venhamos a fazer em nossas vidas, pois são eles que nos fará sentir seguros. Quando tudo é permitido ou aceitável, nos tornamos perigosos a nós mesmos, os padrões eles são estabelecidos para que não nos afastemos do que é politicamente correto e evita com que nos machuquemos demais.

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