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Fahrenheit 451 - Resenha



Esse é um livro de ficção científica onde Ray Bradbury, de uma forma muito inteligente, com diálogos bem estruturados, cria em 1953 um romance distópico como uma crítica a um regime político opressor. .

A narrativa trata de um período onde os livros apresentam uma ameaça ao sistema, levando à falta de pensamentos crítico e a vida fugaz e irreflexiva. A opressão é imposta algumas vezes de uma forma tão sutil, a cultura da ignorância é construída de modo que as pessoas têm a sensação de viver do jeito que elas mesmas escolheram. Nesse contexto, as casas possuem televisores que ocupam paredes inteiras e os telespectadores interagem com a programação transmitida, evitando ao máximo diálogos construtivos com pessoas reais. .

Para que os livros deixem de provocar os indivíduos e levá-los aos questionamentos, os bombeiros passam a exercer a função de queimar e destruir todos os livros. Guy Montag é um desses bombeiros, há mais de 10 anos, e após uma conversa despretensiosa com uma menina, ele começa a ficar incomodado e questiona o comportamento das pessoas ao redor e sua própria vida e função social. A partir daí a magia começa a acontecer. .

Esse livro retomou o que li em "O colecionador de lágrimas" (Augusto Cury) no que se refere à critica sobre quem estamos nos tornando: Insensíveis a dor do outro, com dificuldade de escutar a si mesmo, a falta de tempo para olhar nos olhos e ouvir. Mostra como governos totalitários nos destroem sem percebermos e aos poucos esquecemos de dar valor à simplicidade da vida. Acho que esse momento é ideal para repensarmos em como queremos ser daqui para frente.

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