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Memórias do subsolo - Resenha



A psicologia humana é característica intrínseca às obras de Dostoiévski. Esse é um livro denso, psicológico, existencialista que nos faz pensar e refletir sobre nós mesmos. .

Nessa obra temos um narrador-personagem que não se nomeia, apenas desabafa - para si mesmo - sobre suas questões existenciais. Ele se considera um homem mau, sua consciência diz isso para ele. O subsolo retratado no livro seria sua própria consciência, pois é perceptível que ele está atormentado por ela. O narrador é um homem de 40 anos, aposentado, burocrata do governo. .

Dividido em 2 partes, onde na primeira ele faz uma confissão e mostra-se confuso ao fazer críticas paradoxais, ele faz afirmações negativas, ri de si mesmo, se ridiculariza, levanta questões que o intrigam. .

No segundo capítulo ele fala de 3 eventos que aconteceram e foram importantes para ele. Num desses eventos ele faz uma crítica social a pessoas supérfluas de uma camada da sociedade russa, onde o cargo ocupado leva a uma bajulação, a conversas supérfluas. .

É uma personagem que causa identificação, criamos empatia. Embora não gostemos dela. A forma como ela expõe seus defeitos, que nós todos temos. Muitas vezes não afirmamos nossos defeitos para nós mesmos e muito menos para outras pessoas. Reprimimos. Essa personagem fala sobre seus defeitos de um jeito natural, simples. .

Memórias do subsolo é um romance curto, mas profundamente reflexivo e nos deixa pensando durante dias após o fim da leitura. .

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